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https://ric.cps.sp.gov.br/handle/123456789/40961| Title: | Mulheres na mineração brasileira: trajetória, desafios e possibilidades de inclusão (1970-2025) |
| Authors: | VICENTINI, Michele |
| Advisor: | FENGLER, Felipe Hashimoto |
| Other contributor: | FENGLER, Felipe Hashimoto |
| type of document: | Monografia |
| Keywords: | Mineração;Feminização |
| Issue Date: | 4-Dec-2025 |
| Publisher: | 301 |
| Citation: | VICENTINI, Michele. Mulheres na Mineração Brasileira: Trajetória, Desafios e Possibilidades de Inclusão. 2025. Trabalho Graduação (Tecnologia em Controle de Obras) – Faculdade de Tecnologia de Votorantim “Benedicto Pagliato”, Votorantim, 2025. |
| Abstract: | O setor de mineração brasileiro, pilar macroeconômico do país, é historicamente
estruturado por uma rígida divisão sexual do trabalho, que codificou a extração
como um domínio masculino e institucionalizou a exclusão feminina da linha de
produção. Diante desse cenário, este trabalho dissertativo objetiva analisar a
reestruturação das relações de poder de gênero na mineração contemporânea,
contrastando os avanços nominais de inclusão corporativa, impulsionados pela
Governança ESG, com a persistência de barreiras sistêmicas e os custos sociais
invisíveis da atividade. A pesquisa se apoia em um referencial teórico que utiliza
a lente da Interseccionalidade para investigar como a exclusão é racializada e
como a segregação ocupacional (o “teto de areia”) impacta
desproporcionalmente mulheres negras e pardas. A análise empírica, que inclui
estudos de caso detalhados (Vale, Anglo American e FLSmidth), demonstra o
aumento da participação feminina (atingindo 22% da força de trabalho), mas
revela uma profunda segregação horizontal e vertical. O estudo aprofunda a
discussão sobre obstáculos de retenção, como a inadequação da Saúde e
Segurança do Trabalho (SST), a disparidade salarial e o assédio, e introduz uma
crítica socioambiental ao contrastar a inclusão corporativa com o Protagonismo
Feminino na Resistência e na luta por reparação nas comunidades atingidas.
Conclui-se que a superação do binarismo de gênero e a consolidação da
equidade exigem a vinculação de metas de diversidade à remuneração
executiva e o investimento em programas de upskilling. O avanço estrutural
demanda uma matriz de ações que integrem a segurança no ambiente de
trabalho com a segurança social nas comunidades, reconhecendo a equidade
de gênero como um imperativo de resiliência e justiça. The Brazilian mining sector, a macroeconomic pillar of the country, has historically been structured around a rigid sexual division of labor that framed extraction as a male domain and institutionalized the exclusion of women from production activities. Within this context, this dissertation aims to analyze the reconfiguration of gender power relations in contemporary mining, contrasting nominal advances in corporate inclusion, driven by Environmental, Social, and Governance (ESG) frameworks with the persistence of systemic barriers and the invisible social costs of extractive activity. The study is grounded in a theoretical framework informed by the lens of Intersectionality, examining how exclusion is racialized and how occupational segregation referred to as the (the “sand ceiling”) disproportionately affects Black and Brown women. The empirical analysis, which includes detailed case studies of Vale, Anglo American, and FLSmidth, demonstrates an increase in female participation, reaching 22% of the workforce, while simultaneously revealing deep horizontal and vertical segregation. The research further explores key retention barriers, such as inadequacies in Occupational Health and Safety (OHS), wage disparities, and workplace harassment, and introduces a socio-environmental critique by contrasting corporate inclusion narratives with female protagonism in resistance movements and struggles for reparation within affected communities. The study concludes that overcoming gender binarism and consolidating equity requires linking diversity targets to executive compensation and investing in upskilling programs. Structural progress depends on a coordinated set of actions that integrate workplace safety with social security in impacted communities, recognizing gender equity as an imperative of resilience and justice. |
| URI: | https://ric.cps.sp.gov.br/handle/123456789/40961 |
| Appears in Collections: | Trabalhos de Conclusão de Curso |
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