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https://ric.cps.sp.gov.br/handle/123456789/39380| Título: | Avanço tecnológico na contabilidade |
| Título(s) alternativo(s): | Technological advancement in accounting |
| Autor(es): | AMORIM, Esther Elizabethe Candeu ANDRADE, Flávia Inara Martins de LEOCÁDIO, Gustavo Henrique SILVA, Thays Regina da |
| Orientador(es): | MARSON, Sérgio José |
| Tipo documental: | Monografia |
| Palavras-chave: | Contabilidade;Desenvolvimento de tecnologia;Finanças |
| Data do documento: | 28-Nov-2025 |
| Editor: | 098 |
| Referência Bibliográfica: | AMORIM, Esther Elizabethe Candeu; ANDRADE, Flávia Inara Martins de; LEOCÁDIO, Gustavo Henrique; SILVA, Thays Regina da. Avanço tecnológico na contabilidade. 2025. 44 f. Trabalho de conclusão de curso (Curso Técnico em Contabilidade) - Etec Philadelpho Gouvêa Netto, São José do Rio Preto, 2025. |
| Resumo: | A introdução da escrita na contabilidade, nos relatórios fiscais e nas rotinas do
departamento pessoal está diretamente relacionada ao desenvolvimento das práticas
comerciais e administrativas ao longo da história. A contabilidade foi uma das
primeiras aplicações práticas da escrita, surgindo na Antiga Mesopotâmia por volta de
3.000 a.C., quando os sumérios passaram a registrar transações comerciais em
tábuas de argila com escrita cuneiforme, especialmente para controle de grãos, gado,
tributos e salários. Com o tempo, esses registros evoluíram, deixando de ser simples
anotações de entrada e saída para compor sistemas mais organizados. O marco
decisivo ocorreu em 1494, quando Luca Pacioli publicou a obra Summa de
Arithmetica, que sistematizou o método das partidas dobradas e lançou as bases da
contabilidade moderna. A partir daí, tornou-se possível elaborar demonstrativos como
o Balanço Patrimonial e a Demonstração do Resultado do Exercício, que passaram a
servir como instrumentos de análise e apoio à gestão.
A evolução dos relatórios contábeis acompanhou o desenvolvimento
econômico. Na Idade Moderna, comerciantes começaram a produzir balanços
rudimentares, e, entre os séculos XVIII e XIX, a Revolução Industrial ampliou a
necessidade de relatórios periódicos para medir desempenho e atrair investidores. A
partir do século XX, com a criação de normas como GAAP e IFRS, os demonstrativos
foram padronizados e passaram a incluir documentos como Balanço Patrimonial,
DRE, Demonstração de Fluxo de Caixa e relatórios gerenciais.
No campo fiscal, o uso da escrita permitiu a organização e o controle da
tributação pelos governos. Desde a Antiguidade, impérios como o Egípcio e o Romano
já registravam propriedades e produção para arrecadação de impostos. Na Idade
Média, com o fortalecimento dos Estados, os registros tributários ganharam mais rigor.
No Brasil Colonial, a Coroa Portuguesa exigia a escrituração de tributos e engenhos.
Com a criação de órgãos fiscais modernos no século XX, os relatórios passaram a ser
normatizados. A partir dos anos 2000, com o avanço tecnológico, surgiu o SPED, que
digitalizou obrigações como notas fiscais eletrônicas, escriturações fiscais e
declarações acessórias.
Já os relatórios do departamento pessoal se desenvolveram a partir da
necessidade de organizar as relações de trabalho. Antes da industrialização, os
registros eram informais ou inexistentes. Com o crescimento das fábricas na
Revolução Industrial, tornou-se essencial documentar jornadas, faltas e pagamentos.
No Brasil, a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), criada em 1943, passou a exigir
livros de registro de empregados, folhas de pagamento e comprovantes de
contribuições trabalhistas e previdenciárias. A partir da década de 1990, a digitalização
introduziu o uso de sistemas eletrônicos de ponto, automatização da folha e, em 2018,
a implantação do eSocial, que unificou o envio de informações fiscais, previdenciárias
e trabalhistas ao governo.
Assim, tanto os relatórios contábeis quanto os fiscais e trabalhistas surgiram da
necessidade de controle, transparência e padronização, evoluindo conforme o avanço
das sociedades, da legislação e da tecnologia. The introduction of writing into accounting, tax reporting, and personnel management is directly linked to the development of commercial and administrative practices throughout history. Accounting was one of the first practical applications of writing, emerging in Ancient Mesopotamia around 3000 B.C., when the Sumerians began recording commercial transactions on clay tablets using cuneiform script, especially for controlling grain, livestock, taxes, and wages. Over time, these records evolved from simple notes of income and expenditure into more structured systems. A decisive milestone occurred in 1494, when Luca Pacioli published Summa de Arithmetica, which systematized the double-entry bookkeeping method and laid the foundations of modern accounting. From that point on, it became possible to prepare statements such as the Balance Sheet and the Income Statement, which began to serve as tools for analysis and managerial decision-making. The evolution of accounting reports accompanied economic development. In the Modern Age, merchants began producing rudimentary balance sheets, and between the 18th and 19th centuries, the Industrial Revolution increased the need for periodic reports to measure performance and attract investors. From the 20th century onward, with the creation of standards such as GAAP and IFRS, financial statements became standardized and came to include documents such as the Balance Sheet, the Income Statement, the Cash Flow Statement, and managerial reports. In the tax sphere, writing enabled the organization and control of taxation by governments. Since Antiquity, empires such as the Egyptian and Roman had already recorded property and production for tax collection purposes. In the Middle Ages, with the consolidation of states, tax records became more rigorous. In Colonial Brazil, the Portuguese Crown required the bookkeeping of taxes and sugar mills. With the creation of modern tax authorities in the 20th century, reports became regulated. From the 2000s onward, technological advances led to the development of SPED, which digitized obligations such as electronic invoices, fiscal bookkeeping, and accessory tax declarations. Personnel reporting developed out of the need to organize labor relations. Before industrialization, records were informal or nonexistent. With the growth of factories during the Industrial Revolution, documenting work hours, absences, and wages became essential. In Brazil, the Consolidation of Labor Laws (CLT), established in 1943, began requiring employee registers, payroll records, and proof of tax and social security contributions. Starting in the 1990s, digitalization introduced electronic timekeeping systems, automated payroll, and, in 2018, the implementation of eSocial, which unified the submission of tax, social security, and labor information to the government. Thus, accounting, tax, and labor reports emerged from the need for control, transparency, and standardization, evolving in line with societal development, legal requirements, and technological advancement. |
| URI: | https://ric.cps.sp.gov.br/handle/123456789/39380 |
| Aparece nas coleções: | Trabalhos de Conclusão de Curso |
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