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Title: Diagnóstico dos hábitos alimentares de crianças durante a pandemia de Covid-19 no município de Pederneiras-SP
Other Titles: Diagnosis of children's eating habits during the Covid-19 pandemic in the municipality of Pederneiras-SP
Authors: OLIVEIRA, Andressa dos Santos
OLIVEIRA, Marcus Vinícius Santiago Brito de
metadata.dc.contributor.advisor: GÓES-FAVONI, Silvana Pedroso de
metadata.dc.contributor.other: GÓES-FAVONI, Silvana Pedroso de
OSHIIWA, Marie
PEREIRA, Aline Cristina Pedrozo
metadata.dc.type: Monografia
Keywords: Hábitos alimentares;Alimentação infantil;Ganho de peso;Covid-19
Issue Date: 8-Jun-2022
Publisher: 130
Citation: OLIVEIRA, Andressa dos Santos; OLIVEIRA, Marcus Vinícius Santiago Brito de. Diagnóstico dos hábitos alimentares de crianças durante a pandemia de Covid-19 no município de Pederneiras-SP. 2022. Trabalho de conclusão de curso (Curso superior de Tecnologia em Alimentos) – Fatec Estudante Rafael Almeida Camarinha, Marília/SP, 2022.
Abstract: O isolamento social decorrente da pandemia do novo Coronavírus (Covid-19) trouxe várias mudanças com as incertezas da nova doença incluindo alterações nos hábitos alimentares de crianças e adultos. O objetivo deste trabalho foi avaliar os hábitos alimentares de crianças e adolescentes, durante a pandemia bem como alterações no cotidiano durante a fase de isolamento social. Para isso, uma pesquisa quanti e qualitativa online foi encaminhada a famílias de crianças matriculadas em escolas públicas de ensino infantil (EMEI) e fundamental e (EMEF) no município de Pederneiras-SP, num total de 1146 famílias. Os dados coletados (socioeconômicos, antropométricos, de saúde, hábitos alimentares e estilo de vida) foram analisados estatisticamente. Em relação a alterações de hábitos alimentares e alterações de peso das crianças durante a pandemia, 70,9% das famílias que mantiveram os hábitos alimentares anterior à pandemia, não perceberam alterações no peso das crianças, enquanto 53,3% dos entrevistados que relataram piora dos hábitos alimentares das crianças perceberam aumento de peso. Sobre as condições de saúde, 93,1% das crianças que mantiveram seu estado de saúde inalterado durante a pandemia, mantiveram ou tiveram pequeno aumento de peso. O número de crianças que não praticavam atividades físicas antes da pandemia aumentou, passando de 31,2% para 51,1% durante a pandemia, enquanto a tolerância a exposição de telas ultrapassou os limites recomendados, sendo que 46,6% das crianças usaram telas por mais de 4 horas diárias. Para avaliar o consumo alimentar infantil durante a pandemia cinco descritores considerados saudáveis foram avaliados e entre eles o consumo de feijão, alimentos integrais, leite e derivados aumentou. Frutas, verduras e legumes tiveram redução de consumo, sendo que mais de 70% das crianças consumiram esta classe de alimentos em quantidades insatisfatórias. O consumo de frutas foi maior nas famílias com maior renda e naquelas que receberam gêneros alimentícios de programas sociais. Quanto aos alimentos não saudáveis, bebidas açucaradas e biscoitos doces e ou recheados apresentaram maior percentual de consumo pelas crianças atingindo 56% e 61,6%, respectivamente. O consumo de embutidos sofreu influência do grau de escolaridade dos responsáveis, sendo maior entre aqueles com escolaridade menor. Assim, foi possível concluir que hábitos alimentares, prática de atividade física e uso de telas influenciaram o ganho de peso nas crianças, o que pode ter consequências no estado de saúde atual e futuro. Considerando que os hábitos alimentares desenvolvidos na infância podem perdurar a vida toda e afetar o estado de saúde e o desenvolvimento de doenças crônicas não transmissíveis na idade adulta, cuidar da alimentação e nutrição infantil pós-pandemia torna-se fundamental do ponto de vista de saúde pública.
ABSTRACT: The social isolation resulting from the pandemic of the new coronavirus (Covid-19) brought several changes with the uncertainties of the new disease, including changes in the eating habits of children and adults. The objective of this work was to evaluate the eating habits of children and adolescents during the pandemic as well as changes in daily life during the phase of social isolation. For this, an online quantitative and qualitative research was sent to families of children enrolled in public schools for kindergarten (EMEI) and elementary and (EMEF) in the city of Pederneiras-SP, in a total of 1146 families. The data collected (socioeconomic, anthropometric, health, eating habits and lifestyle) were statistically analyzed. Regarding changes in eating habits and changes in children's weight during the pandemic, 70.9% of families who maintained their eating habits prior to the pandemic did not notice changes in children's weight, while 53.3% of respondents who reported worsening of the children's eating habits noticed an increase in weight. Regarding health conditions, 93.1% of children who maintained their health status unchanged during the pandemic maintained or had a small weight gain. The number of children who did not practice physical activities before the pandemic increased, from 31.2% to 51.1% during the pandemic, while tolerance for screen exposure exceeded recommended limits, with 46.6% of children using screens for more than 4 hours daily. To evaluate children's food consumption during the pandemic, five descriptors considered healthy were evaluated and among them the consumption of beans, whole foods, milk and dairy products increased. Fruits and vegetables had a reduction in consumption, with more than 70% of children consuming this class of food in unsatisfactory amounts. Fruit consumption was higher in families with higher incomes and in those who received foodstuffs from social programs. As for unhealthy foods, sugary drinks and sweet or stuffed cookies showed a higher percentage of consumption by children, reaching 56% and 61.6%, respectively. The consumption of sausages was influenced by the level of education of those responsible, being higher among those with less education. Thus, it was possible to conclude that eating habits, physical activity and use of screens influenced weight gain in children, which may have consequences for their current and future health status. Considering that eating habits developed in childhood can last a lifetime and affect health status and the development of chronic non-communicable diseases in adulthood, taking care of post-pandemic child food and nutrition becomes fundamental from a health point of view. public.
URI: http://ric.cps.sp.gov.br/handle/123456789/9426
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