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Título: Ferrugem do cafeeiro
Título(s) alternativo(s): Coffee leaf rust
Autor(es): SOARES, Letícia de Oliveira
OLIVEIRA, Mariane de Carlo
FREITAS, Paola Vitória Lopes
BERNARDES, Yasmin Gabrielly Ferreira Silveira
Orientador(es): GARCIA, Wengler Mateus
Tipo documental: Monografia
Palavras-chave: Ferrugem (doença de planta);Café;Cafeicultura
Data do documento: 2025
Editor: 046
Referência Bibliográfica: SOARES, Letícia de Oliveira; OLIVEIRA, Mariane de Carlo; FREITAS, Paola Vitória Lopes; BERNARDES, Yasmin Gabrielly Ferreira Silveira. Ferrugem do cafeeiro, 2025. Trabalho de Conclusão de Curso (Curso Técnico em Agropecuária) - Escola Técnica Estadual Professor Carmelino Corrêa Júnior, Franca, 2025.
Resumo: O presente Trabalho de Conclusão de Curso visa explorar amplamente a ferrugem do cafeeiro (Hemileia vastatrix), uma doença fúngica classificada como uma das mais devastadoras para a cultura do café, a qual gera perdas econômicas e de produção significativas globalmente. A pesquisa pretende entender a origem do fungo, seu ciclo biológico, os fatores ambientais que favorecem sua ocorrência, os sintomas típicos nas lavouras e os principais métodos de controle. A ferrugem do cafeeiro foi primeiramente identificada no Ceilão (hoje conhecido como Sri Lanka) em 1868, espalhando-se rapidamente por áreas produtoras e chegando ao Brasil em 1970, especificamente na Bahia. O patógeno possui uma alta capacidade de mutação e adaptação, o que torna seu controle mais complexo e aumenta a frequência de surtos. O fungo desenvolve-se preferencialmente em ambientes com alta umidade e temperaturas em torno de 20 °C a 25 °C, afetando diretamente as folhas e diminuindo a capacidade fotossintética da planta, o que resulta em desfolha e na redução da produção em 30% a 50%. O ciclo da doença é afetado por condições climáticas, como precipitação e temperatura, além de práticas inadequadas de manejo e nutrição das plantas. No que tange à economia, a ferrugem exerce um impacto considerável sobre a cafeicultura brasileira, que responde por cerca de 70% das exportações globais de café e emprega milhões de trabalhadores. A diminuição da produtividade e o aumento nos gastos com fungicidas comprometem a competitividade do setor. O controle químico, que é amplamente utilizado, é baseado na aplicação de fungicidas triazóis, estrobilurinas e cúpricos, seguindo cronogramas específicos de acordo com o nível de infecção e a época das chuvas. No entanto, o uso excessivo desses produtos pode aumentar os custos e causar impactos ambientais adversos. Em contrapartida, o controle biológico se apresenta como uma alternativa sustentável, utilizando agentes naturais como fungos, bactérias e insetos antagonistas para diminuir a população do patógeno. Essa abordagem promove a conservação ambiental, minimiza os riscos de intoxicação e apoia o equilíbrio ecológico nas plantações. A pesquisa conclui que a gestão integrada que combina práticas culturais, monitoramento contínuo, controle químico equilibrado e o uso de controle biológico se revela a abordagem mais eficiente para combater a ferrugem do cafeeiro, assegurando a sustentabilidade e a produtividade da cafeicultura no Brasil. Dessa forma, enfatiza a relevância de pesquisas constantes e da aplicação de tecnologias agrícolas inovadoras para reduzir os impactos desta doença, que continua a ser um dos maiores desafios fitossanitários enfrentados pelo setor cafeeiro mundial. Palavras-chave: Hemileia vastatrix; Café; Doença fúngica; Controle biológico; Produção agrícola.
URI: https://ric.cps.sp.gov.br/handle/123456789/48160
Aparece nas coleções:Trabalhos de Conclusão de Curso



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