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Título: Interferência de plantas daninhas no desenvolvimento da soja
Título(s) alternativo(s): Weed interference on soybean development
Autor(es): RODRIGUES, Ana Clara Silva
SOUZA, Any Fabiele Mota
SILVA, Arthur Pietro da
MACHADO, Eloá Santos
SANTOS, Iago Alves da
Orientador(es): GARCIA, Wengler Mateus
Tipo documental: Monografia
Palavras-chave: Plantas daninhas;Ervas daninhas ver plantas daninhas;Soja
Data do documento: 2025
Editor: 046
Referência Bibliográfica: RODRIGUES, Ana Clara Silva; SOUZA, Any Fabiele Mota; SILVA, Arthur Pietro da; MACHADO, Eloá Santos; SANTOS, Iago Alves dos. Interferência de plantas daninhas no desenvolvimento da soja, 2025. Trabalho de Conclusão de Curso (Curso Técnico em Agropecuária) - Escola Técnica Estadual Professor Carmelino Corrêa Júnior, Franca, 2025.
Resumo: O presente Trabalho de Conclusão de Curso, intitulado “Interferência de plantas daninhas no desenvolvimento da soja”, teve como objetivo principal analisar os efeitos negativos que diferentes espécies de plantas invasoras exercem sobre o crescimento, o rendimento e a qualidade da cultura da soja, bem como identificar as formas mais eficazes e sustentáveis de controle. A soja, uma das culturas agrícolas mais relevantes do Brasil, sofre impactos significativos da competição com plantas daninhas por luz, água, nutrientes e espaço, fatores que reduzem a produtividade e aumentam os custos de produção. A pesquisa buscou compreender como espécies como capimamargoso (Digitaria insularis), buva (Conyza spp.), picão-preto (Bidens pilosa L.), vassourinha-de-botão (Spermacoce verticillata), leiteiro (Euphorbia heterophylla), corda-de-viola (Ipomoea sp.), caruru (Amaranthus sp.) e capim-pé-de-galinha (Eleusine indica) interferem no desenvolvimento da soja e quais estratégias de manejo apresentam maior eficiência no controle dessas plantas, principalmente diante da crescente resistência aos herbicidas, especialmente ao glifosato. A metodologia aplicada consistiu em uma revisão bibliográfica detalhada, com base em estudos técnicos e científicos de instituições reconhecidas, como Embrapa, Bayer, Fundação MT e FAEP/SENAR, além de publicações recentes de pesquisadores da área. A análise contemplou os aspectos morfológicos e fisiológicos das principais plantas daninhas, seus mecanismos de dispersão, as condições ambientais que favorecem sua propagação e os impactos diretos e indiretos sobre a soja. Também foram avaliados os métodos de manejo químico, mecânico, cultural e biológico, com ênfase nas práticas integradas e sustentáveis. Os resultados mostraram que a interferência das plantas daninhas pode reduzir a produtividade da soja em até 80%, afetar a uniformidade da maturação, dificultar a colheita e comprometer a qualidade dos grãos. O controle químico, embora amplamente utilizado, vem apresentando limitações devido à resistência adquirida por diversas espécies. Dessa forma, o manejo integrado de plantas daninhas (MIPD) tem se mostrado a alternativa mais eficiente, combinando o uso racional de herbicidas com rotação de culturas, adoção de coberturas vegetais, práticas de cultivo adequadas e, quando possível, o uso de agentes biológicos de controle. Essa integração contribui para reduzir a dependência de produtos químicos, minimizar impactos ambientais e preservar a eficácia dos herbicidas disponíveis. Conclui-se que o controle efetivo das plantas daninhas na soja depende do conhecimento aprofundado sobre a biologia e o comportamento das espécies invasoras, aliado à aplicação de estratégias diversificadas e sustentáveis de manejo. O estudo reforça a importância da educação técnica, da pesquisa científica e da conscientização dos produtores rurais para o uso responsável de defensivos e para a adoção de práticas agrícolas que garantam produtividade, preservação ambiental e sustentabilidade a longo prazo. Palavras-chave: Soja. Buva. Leiteiro. Capim- amargoso. Plantas daninhas.
URI: https://ric.cps.sp.gov.br/handle/123456789/48140
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