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Título: Ferrugem no cafeeiro: prejuízos e controle
Título(s) alternativo(s): Coffee leaf rust: losses and control
Autor(es): RODRIGUES, Alexandre Rogério Garcia
MELO, Henrique de Souza
Orientador(es): SOUSA, Clayson Correia de
Tipo documental: Monografia
Palavras-chave: Cafeicultura;Pragas de plantas
Data do documento: 2026
Editor: 046
Referência Bibliográfica: RODRIGUES, Alexandre Rogério Garcia; MELO, Henrique de Souza. Ferrugem no cafeeiro prejuízos e controle, 2026. Trabalho de Conclusão de Curso (Curso Técnico em Cafeicultura) - Escola Técnica Estadual Professor Carmelino Corrêa Júnior, Franca, 2026.
Resumo: O café (Coffea arabica L.) consolida-se historicamente como uma das commodities mais consumidas globalmente e como um dos pilares de sustentação da balança comercial agrícola do Brasil, país que ocupa a posição de vanguarda na produção e na exportação mundial do grão. Para além do seu expressivo impacto macroeconômico, a cafeicultura desempenha uma função socioambiental relevante, perpetuando saberes tradicionais ao longo de gerações de produtores e fixando comunidades inteiras no meio rural que dependem diretamente da sustentabilidade dessa atividade agrícola. Todavia, a manutenção da alta produtividade e a competitividade do setor exigem a superação contínua de complexos desafios fitossanitários no campo. Dentre as principais adversidades bióticas que acometem a cultura, a ferrugemdo-cafeeiro, causada pelo fungo biotrófico Hemileia vastatrix, destaca-se como a doença mais limitante e severa para o manejo agrícola. Este patógeno atua como um parasita obrigatório, dependendo estritamente do tecido vegetal vivo do hospedeiro para colonização e multiplicação celular. O avanço da patogenia manifesta-se inicialmente por meio de manchas cloróticas no terço inferior da planta — região vulgarmente denominada "saia" —, progredindo de forma ascendente até causar necrose foliar difusa e desfolha precoce generalizada. Como consequência direta, há uma redução drástica da área fotossinteticamente ativa do cafeeiro, o que compromete o vigor fisiológico do vegetal e acarreta severas quebras no rendimento da safra comercial. Apesar dos avanços no estudo da epidemiologia de Hemileia vastatrix, constata-se uma lacuna no que tange à modelagem preditiva em tempo real que integre a flutuação micrometeorológica local à dinâmica de dispersão dos esporos, os quais são transportados tanto por fatores naturais (vento e pluviosidade) quanto por vetores antrópicos (trabalhadores e maquinários). Os modelos atuais falham em mapear a vulnerabilidade temporal das folhas em suas diferentes fases fenológicas diante de microclimas instáveis. O problema de pesquisa deste trabalho reside na seguinte indagação: de que maneira o monitoramento sistemático e precoce das variáveis microclimáticas de umidade e temperatura na porção inferior (saia) do cafeeiro pode mitigar a progressão geométrica da infecção antes que ocorra o dano econômico irreversível na lavoura? A hipótese levantada por este estudo fundamenta-se na premissa de que o monitoramento contínuo das correlações térmicas e higrométricas na porção basal da planta permite antecipar em até duas semanas o pico de esporulação do fungo. Assume-se que a identificação precoce das condições ótimas de infecção viabiliza intervenções de manejo integrado de pragas e doenças (MIP) de base ecológica antes da ascensão vertical do patógeno para o terço superior da copa, reduzindo a necessidade de aplicações curativas tardias de alto custo financeiro e impacto ambiental. Diante do cenário exposto, o presente trabalho tem como objetivo geral alcançar o equilíbrio entre sustentabilidade, redução de defensivos e alta produtividade no manejo da ferrugem do cafeeiro (Hemileia vastatrix), o segredo é a transição do modelo reativo (tratar a doença quando ela aparece) para o modelo preditivo e preventivo (EMBRAPA,2024).
URI: https://ric.cps.sp.gov.br/handle/123456789/47786
Aparece nas coleções:Trabalhos de Conclusão de Curso

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