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Título: Internet das coisas - IoT: análise de segurança em dispositivos TV box não homologados e seus riscos em redes domésticas
Título(s) alternativo(s): Internet of Things (IoT): security analysis of non-certified TV box devices and their risks to home networks
Autor(es): SETTEN, Jan Martin Van
MACHADO, Maicon Aparecido
Orientador(es): ARANDA, Maria Cristina
Outro(s) contribuidor(es): VIEIRA, Thiago da Silva
NEVES, João Emmanuel D'Alkmin
Tipo documental: Monografia
Palavras-chave: Internet das coisas;Televisão;Segurança de computadores
Data do documento: 11-Jun-2026
Editor: 004
Referência Bibliográfica: SETTEN, Jan Martin Van; MACHADO, Maicon Aparecido. Internet das coisas - IoT: análise de segurança em dispositivos TV box não homologados e seus riscos em redes domésticas , 2026. Trabalho de conclusão de curso (Curso Superior de Tecnologia em Segurança da Informação) - Faculdade de Tecnologia de Americana "Ministro Ralph Biasi", Americana, 2026.
Resumo: O aumento da aceitação de dispositivos da Internet das Coisas (IoT) em um ambiente interno amplia substancialmente a superfície de ataque para entidades maliciosas, especialmente aquelas que utilizam dispositivos não certificado. Esta pesquisa, em particular, examina as fraquezas técnicas em dispositivos set-top box (TV box) sem certificações regulatórias, com foco no malware BadBox 2.0 determinado no relatório de 2025 da Agência Nacional de Telecomunicações. Com a abordagem qualitativa, aplicada e experimental do estudo, os pesquisadores conseguiram monitorar e mitigar ameaças detectadas em um ambiente de laboratório virtual (composto por Oracle VM VirtualBox, Kali Linux, Nmap, Nessus, DNSMASQ e iptables) no dispositivo. A investigação lidou com os mecanismos de infecção ao descobrirmos uma vulnerabilidade, comportamento anômalo que vinha das portas abertas do dispositivo com números mais altos e não padronizados, conforme comprovado no relatório da ANATEL (2025), a existência do malware pré instalado permitindo o acesso aos dispositivos, levando a botnets, e método para DDoS, bem como fraude massiva de cliques, como encontrado no caso Google LLC v. Does 1-3 (2024). O laboratório descobriu três portas abertas de alta faixa (34630, 38388 e 38389/TCP). São padrões incomuns que podem ser brechas para ataques criminosos na rede doméstica. O dispositivo foi anexado?, à porta de rede segmentada eth1 e, quando conectado, começou a chamar vários domínios que já não existe mais e alguns IPs internacionais suspeitos; esse comportamento está em conformidade com os parâmetros técnicos relatados pelos dispositivos desta categoria infectados com o malware BadBox 2.0 (ANATEL, 2025). A segmentação implantada via gateway Linux usando Virtual Box com política de descarte padrão (Default DROP) permitiu o isolamento eficaz do dispositivo e a prevenção de tentativas de comunicação independente, limitando os riscos de movimento lateral sem comprometer a funcionalidade do dispositivo. É uma conclusão clara que a micro segmentação de rede fornece um método adequado e necessário para defender ambientes domésticos em resposta à proliferação de dispositivos IoT inseguros, o que a torna uma contribuição útil para o debate brasileiro sobre regulamentação e certificação de equipamentos. Palavras-chave: Internet das Coisas, segurança da informação, TV Box, botnet, BadBox 2.0.
The growing adoption of Internet of Things (IoT) devices in internal environments substantially expands the attack surface for malicious actors, especially those using uncertified devices. This research examines technical weaknesses in set-top boxes (TV boxes) without regulatory certifications, focusing on the BadBox 2.0 malware identified in the 2025 report by the National Telecommunications Agency. Using the study’s qualitative, applied, and experimental approach, the researchers were able to monitor and mitigate threats detected in a virtual lab environment (comprising Oracle VM VirtualBox, Kali Linux, Nmap, Nessus, DNSMASQ, and iptables) on the device. The investigation addressed infection mechanisms by uncovering a vulnerability— anomalous behavior stemming from the device’s open ports with higher, non-standard numbers— as evidenced in the ANATEL report (2025) regarding the existence of pre installed malware allowing access to devices, leading to botnets and DDoS methods, as well as massive click fraud, as found in the case Google LLC v. Does 1-3 (2024). The lab discovered three open high-port numbers (34630, 38388, and 38389/TCP), which are unusual and could serve as entry points for cyberattacks on home networks. The device was connected to the segmented network port eth1, and upon connection, it began contacting several domains that no longer exist and some suspicious international IP addresses; this behavior aligns with the technical parameters reported for devices in this category infected with the BadBox 2.0 malware (ANATEL, 2025). The segmentation implemented via a Linux gateway using VirtualBox with a default drop policy (Default DROP) allowed for the effective isolation of the device and the prevention of independent communication attempts, limiting the risks of lateral movement without compromising the device’s functionality. It is a clear conclusion that network microsegmentation provides an appropriate and necessary method for defending home environments in response to the proliferation of insecure IoT devices, making it a useful contribution to the Brazilian debate on equipment regulation and certification. Keywords: Internet of Things, information security, TV Box, botnet, BadBox 2.0.
URI: https://ric.cps.sp.gov.br/handle/123456789/46612
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