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Title: A sobrecarga de trabalho e seus impactos nos colaboradores: com foco no burnout nas mulheres
Authors: HEMMEL, Gustavo Cardoso
GOMES, Isabelli Rodrigues Monteiro
OLIVEIRA, Isabelly Andrade Silva
MARTINS, Nicolly Ramos
Advisor: BELMIRO, Patricia Aparecida de Andrade
type of document: Monografia
Keywords: Mulheres;Doença crônica;Prevenção de doenças
Issue Date: 1-Dec-2025
Publisher: 235
Citation: HEMMEL, Gustavo Cardoso; GOMES, Isabelli Rodrigues Monteiro; OLIVEIRA, Isabelly Andrade Silva; MARTINS, Nicolly Ramos. A sobrecarga de trabalho e seus impactos nos colaboradores: com foco no burnout nas mulheres, 2025. Trabalho de conclusão de curso (Curso Técnico em Administração) - Escola Técnica de Mairinque (ETEC), Ibiúna, 2025.
Abstract: Este Trabalho de Conclusão de Curso tem como objetivo analisar de forma ampla o papel estratégico da Administração e, especialmente, dos Recursos Humanos (RH) na prevenção da Síndrome de Burnout em mulheres que vivenciam a dupla jornada. A pesquisa parte do entendimento de que a Administração é responsável por planejar, organizar e coordenar pessoas e processos dentro das organizações, enquanto o RH atua diretamente na gestão do capital humano, promovendo políticas que influenciam o bem-estar e o desempenho dos colaboradores. Nesse contexto, observa-se que as mulheres são significativamente mais expostas ao esgotamento emocional devido à necessidade de conciliar responsabilidades profissionais com as tarefas não remuneradas do ambiente doméstico, o que gera sobrecarga e aumenta os riscos de adoecimento mental. O estudo apresenta os conceitos fundamentais relacionados ao Burnout, reconhecido pela Organização Mundial da Saúde como um distúrbio resultante do estresse crônico no ambiente de trabalho, caracterizado por exaustão emocional, despersonalização e redução da realização pessoal. Além disso, são exploradas evidências científicas que mostram que o esgotamento prolongado provoca alterações neurológicas, como danos no córtex pré-frontal e hiperativação da amígdala, impactando memória, atenção e tomada de decisão. Esses achados reforçam que o Burnout não é apenas uma condição emocional, mas também fisiológica, exigindo intervenções adequadas. A pesquisa também destaca a importância dos subsistemas de RH – como recrutamento e seleção, treinamento e desenvolvimento, manutenção de pessoas e saúde ocupacional – como mecanismos essenciais na promoção de um ambiente de trabalho saudável. Políticas como flexibilização de horários, programas de apoio psicológico, desenvolvimento de lideranças humanizadas e ações de qualidade de vida são apontadas como estratégias eficazes para reduzir a sobrecarga e prevenir o adoecimento das trabalhadoras. A Nova NR-1, recentemente atualizada, é apresentada como um marco legal que obriga as empresas a considerarem riscos psicossociais, reforçando a necessidade de análise e prevenção do estresse ocupacional. Ao longo do estudo, também são discutidas as desigualdades de gênero presentes no mercado de trabalho e as condições que tornam as mulheres mais vulneráveis ao Burnout, especialmente quando acumulam jornadas extensas, demandas familiares e pressões 6 organizacionais. Assim, o trabalho conclui que a atuação do RH deve ir além do cumprimento de normas, assumindo um papel estratégico voltado ao cuidado, à humanização e ao desenvolvimento de práticas que promovam saúde mental, equidade e equilíbrio entre vida pessoal e profissional. Dessa forma, evidencia-se que a prevenção do Burnout não depende apenas de ações individuais, mas principalmente de políticas organizacionais estruturadas e de uma gestão comprometida com o bem-estar das mulheres.
This Final Paper aims to broadly analyze the strategic role of Administration and, especially, Human Resources (HR) in preventing Burnout Syndrome in women who experience the double shift. The research is based on the understanding that Administration is responsible for planning, organizing, and coordinating people and processes within organizations, while HR acts directly in human capital management, promoting policies that influence employee well-being and performance. In this context, women are significantly more exposed to emotional exhaustion due to the need to balance professional responsibilities with unpaid domestic tasks, generating overload and increasing the risk of mental illness. The study presents fundamental concepts related to Burnout, recognized by the World Health Organization as a disorder resulting from chronic workplace stress, characterized by emotional exhaustion, depersonalization, and reduced personal accomplishment. It also explores scientific evidence showing that prolonged exhaustion causes neurological alterations, such as damage to the prefrontal cortex and hyperactivation of the amygdala, affecting memory, attention, and decision-making. These findings reinforce that Burnout is not only an emotional condition but also a physiological one, requiring adequate interventions. The research also highlights the importance of HR subsystems—such as recruitment and selection, training and development, personnel maintenance, and occupational health—as essential mechanisms for promoting a healthy work environment. Policies such as flexible schedules, psychological support programs, humanized leadership development, and quality-of-life initiatives are identified as effective strategies to reduce overload and prevent illness among female workers. The recently updated NR-1 is presented as a legal milestone requiring companies to consider psychosocial risks, reinforcing the need to analyze and prevent occupational stress. Throughout the study, gender inequalities present in the labor market and the conditions that make women more vulnerable to Burnout are also discussed, especially when they accumulate long work hours, family demands, and organizational pressures. Thus, the paper concludes that HR’s role must go beyond merely complying with regulations, adopting a strategic approach focused on care, humanization, and the development of practices that promote mental health, equity, 8 and balance between personal and professional life. Therefore, preventing Burnout depends not only on individual actions but mainly on structured organizational policies and a management approach committed to women’s well-being.
URI: https://ric.cps.sp.gov.br/handle/123456789/44643
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