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Título: Descarte Incorreto de Medicamentos nos Recursos Hídricos
Autor(es): MAYUMI, Alice
FONSECA, Isadora
PINHEIRO, Lais
CARVALHO, Yasmin
Orientador(es): LIMA, Ulisses Aparecido de
Tipo documental: Monografia
Palavras-chave: Descarte de medicamentos;Logística reversa;Saúde pública;Impactos ambientais;Políticas públicas
Data do documento: 2025
Editor: 185
Referência Bibliográfica: MAYUMI, Alice; FONSECA, Isadora; PINHEIRO, Lais; CARVALHO, Yasmin. Descarte Incorreto de Medicamentos nos Recursos Hídricos. 2025. Trabalho de Conclusão de Curso (Ensino Médio Técnico em Meio Ambiente) - ETEC de Vila Formosa, São Paulo, 2025.
Resumo: O presente trabalho aborda o papel dos medicamentos na sociedade contemporânea, considerando sua dupla natureza como recurso terapêutico essencial e como bem de consumo amplamente disseminado. Inicialmente, discute-se a evolução histórica da indústria farmacêutica e sua consolidação como um dos principais instrumentos da medicina moderna, destacando o contexto brasileiro, caracterizado por elevado consumo e ampla disponibilidade de farmácias. Nesse cenário, evidencia-se que o uso de medicamentos está diretamente relacionado a fatores socioeconômicos e culturais, o que contribui para práticas como o acúmulo domiciliar e o descarte inadequado. O estudo analisa ainda a regulamentação do setor no Brasil, com destaque para a atuação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), do Sistema Único de Saúde (SUS) e da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), enfatizando o princípio da responsabilidade compartilhada no ciclo de vida dos produtos. São também descritas as etapas de produção dos medicamentos, desde a formulação até a distribuição, ressaltando os critérios de controle de qualidade e segurança. A problemática central concentra-se nos impactos ambientais e sanitários decorrentes do descarte inadequado de medicamentos, que pode levar à contaminação da água e do solo, afetar a biodiversidade aquática e contribuir para o aumento da resistência bacteriana. Diante disso, o trabalho justifica a necessidade de conscientização ambiental, fortalecimento de políticas públicas e implementação de sistemas de logística reversa. Por fim, a metodologia baseia-se na análise de fatores que contribuem para o descarte incorreto, como a falta de informação, a escassez de pontos de coleta e a insuficiência de políticas públicas eficazes. Conclui-se que ações educativas, ampliação da infraestrutura de recolhimento e maior articulação entre poder público, setor privado e sociedade são fundamentais para minimizar os impactos ambientais e promover a saúde pública.
URI: https://ric.cps.sp.gov.br/handle/123456789/44037
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