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Título: Economia de aplicativos e desigualdade no Brasil: o impacto dos serviços de delivery em comunidaes de baixa renda
Título(s) alternativo(s): App Economy and Inequality in Brazil: The Impact of Delivery Services on Low-Income Communities
Autor(es): SANTOS, Alan Bruno Vieira
ARAÚJO, Larissa Reiko
Orientador(es): CANDIDO, Paulo Roberto Tazinazo
Outro(s) contribuidor(es): CANDIDO, Paulo Roberto Tazinazo
PEGETTI, Ana Lúcia
DIAS, Jônatas Cerqueira
Tipo documental: Monografia
Palavras-chave: aplicativos móveis;Abastecimento de alimentos
Data do documento: 27-Jun-2025
Editor: 129
Referência Bibliográfica: SANTOS, Alan Bruno Vieira; ARAÚJO, Larissa Reiko. Economia de aplicativos e desigualdade no Brasil: o impacto dos serviços de delivery em comunidaes de baixa renda, 2025. Trabalho de conclusão de curso (Curso Superior de Tecnologia em Análise e Desenvolvimento de Sistemas) - Faculdade de Tecnologia de Praia Grande, Praia Grande, 2025.
Resumo: Esta pesquisa analisa os impactos socioeconômicos dos aplicativos de entrega de alimentos em comunidades de baixa renda no Brasil, com ênfase nas desigualdades estruturais, na precarização laboral e nos desafios enfrentados por consumidores e pequenos negócios. Adotando uma abordagem exploratória e análise bibliográfica de fontes acadêmicas, institucionais e jornalísticas, o estudo examina como a plataformização e a uberização (ABÍLIO, 2021), intensificadas pela pandemia de Covid-19, agravaram vulnerabilidades em periferias urbanas. Os resultados indicam que altas taxas de comissão (23-27%), infraestrutura tecnológica deficiente (baixa densidade de conexões por km², (SENADO NOTÍCIAS, 2020) e insegurança restringem o acesso ao delivery, favorecendo o consumo de fast-food. Entregadores enfrentam precarização acentuada, com longas jornadas, ausência de direitos, riscos elevados e queda na renda média e contribuição previdenciária (IPEA, 2024), caracterizando um autogerenciamento subordinado (ABÍLIO, 2021). Paradoxalmente, alguns relatam percepção positiva de qualidade de vida associada à mera possibilidade de trabalho (DAUFENBACK et al., 2023). Pequenos comércios sofrem com taxas altas, concorrência desleal (dumping1) e exclusão digital. A segregação urbana concentra benefícios em áreas nobres, marginalizando periferias. Apesar de impulsionarem inovação, os aplicativos amplificam desigualdades. Recomenda-se investir em conectividade, regular taxas, garantir direitos trabalhistas e apoiar a digitalização de pequenos negócios. Apesar da limitação por dados secundários, este trabalho contribui para o debate sobre equidade na economia digital, propondo políticas para um modelo de delivery 2mais inclusivo e sustentável.
This research analyzes the socioeconomic impacts of food delivery apps on low-income communities)in)Brazil, focusing on structural inequalities, labor precarization, and challenges faced by consumers and small businesses. Adopting an exploratory approach and a bibliographic analysis of academic, institutional, and journalistic sources, the study examines how plat formization¹ and uberization² (ABÍLIO, 2021 ,)intensified by the Covid-19 pandemic, have exacerbated vulnerabilities in urban peripheries. The results indicate that high commission rates (23-27% ), deficient technological infrastructure (low connection)density per km², SENADO)NOTÍCIAS, 2020), and insecurity restrict access to delivery, favoring fast-food consumption. Delivery workers face heightened precarization, with long hours, lack of rights, elevated risks, and a decline in average income and social security contributions (IPEA, 2024) characterizing a subordinated self-management (ABÍLIO, 2021). Paradoxically, some report a positive perception of quality of life associated with the mere possibility of work (DAUFENBACK et al., 2023). Small businesses suffer from high fees, unfair competition (dumping³ ), and digital exclusion. Urban segregation concentrates benefits in affluent areas, marginalizing peripheries. Despite driving innovation, apps amplify inequalities. Recommendations include investing in connectivity, regulating fees, ensuring labor rights, and supporting the digitalization of small businesses. Despite the limitation of relying on secondary data, this work contributes to the debate on equity in the digital economy, proposing policies for a more inclusive and sustainable delivery model.
URI: https://ric.cps.sp.gov.br/handle/123456789/44024
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