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Título: Um estudo sobre a efetividade das ações judiciais no controle de crimes ambientais: caso Brumadinho
Título(s) alternativo(s): A study on the effectiveness of judicial actions in controlling environmental crimes: the Brumadinho case
Autor(es): SILVA, Ana Livia Ramos da
TOSSI, Emanuelly Develis
VIGELLA, Gabrielle
Orientador(es): LOSILA, Glaucia Fernanda Canela
Tipo documental: Monografia
Palavras-chave: Direito;Ação judicial;Crime ambiental
Data do documento: 2-Dez-2025
Editor: 135
Referência Bibliográfica: SILVA, Ana Livia Ramos da; TOSSI, Emanuelly Develis; VIGELLA, Gabrielle. Um estudo sobre a efetividade das ações judiciais no controle de crimes ambientais: caso Brumadinho. 2025. Trabalho de Conclusão de Curso (Técnico em Serviços Jurídicos Integrado ao Médio) - Escola Técnica Estadual "Rodrigues de Abreu", Bauru, 2025.
Resumo: O rompimento da barragem B1 da mineradora Vale S.A., em Brumadinho (MG), em janeiro de 2019, resultou na morte de 272 pessoas e na devastação ambiental do Rio Paraopeba, afetando dezenas de municípios. O desastre foi causado pela técnica de alteamento a montante, considerada insegura e economicamente vantajosa, evidenciando negligência tanto da empresa quanto dos órgãos de fiscalização. A lama de rejeitos destruiu comunidades inteiras, contaminou o solo e a água, e provocou impactos ambientais, sociais e econômicos de grandes proporções. Os danos ambientais foram profundos e de difícil reparação, comprometendo a fauna, a flora e a qualidade dos recursos hídricos. No âmbito social, famílias perderam entes queridos, propriedades e meios de subsistência, enfrentando ainda a lentidão e a burocracia dos processos judiciais. A tragédia violou princípios constitucionais, especialmente o direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, previsto no artigo 225 da Constituição Federal. O Direito Ambiental, amparado por princípios como precaução, prevenção e o poluidor-pagador, busca assegurar a responsabilização dos infratores e a reparação dos danos causados. Entre as medidas judiciais aplicadas, destacam-se o Acordo Judicial de Reparação Integral, de R$ 37,68 bilhões, e as indenizações extrajudiciais firmadas para agilizar os pagamentos às vítimas. Além disso, executivos e técnicos das empresas envolvidas respondem a processos por crimes ambientais e homicídio qualificado. Apesar dessas ações, a reparação integral ainda não foi alcançada, e o caso Brumadinho permanece como um símbolo da fragilidade do sistema judiciário brasileiro na efetividade das medidas de controle e punição de crimes ambientais.
URI: https://ric.cps.sp.gov.br/handle/123456789/41066
Aparece nas coleções:Trabalhos de Conclusão de Curso

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