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Título: Danos na região lombar dos trabalhadores administrativos que trabalham sentados
Autor(es): NASCIMENTO, Bárbara Souza do
AMARAL, Mariana Gonçalves do
SILVA, Vanessa Xavier Santos
Orientador(es): FERREIRA, José Luis Ribeiro
Tipo documental: Relatório Técnico
Palavras-chave: Ergonomia;Postura;Saúde ocupacional;Prevenção de doenças
Data do documento: 23-Jun-2025
Editor: 122
Referência Bibliográfica: NASCIMENTO, Bárbara Souza do et al. Danos na região lombar dos trabalhadores administrativos que trabalham sentados. 2025. Trabalho de Conclusão de Curso (Curso Técnico em Segurança do Trabalho) - ETEC Dona Escolástica Rosa, Santos-SP, 2025.
Resumo: A permanência prolongada na posição sentada em ambientes administrativos representa um fator de risco significativo para o desenvolvimento de distúrbios osteomusculares, sobretudo aqueles que acometem a região lombar da coluna vertebral. A exposição contínua a posturas inadequadas, mobiliário incompatível com os parâmetros ergonômicos e a ausência de pausas regulares contribuem para o surgimento de lombalgias, hérnias de disco, escolioses e outras patologias que afetam diretamente a saúde ocupacional. O objetivo deste estudo foi identificar os principais danos à região lombar associados ao trabalho administrativo sedentário e propor medidas corretivas com base nos princípios da ergonomia. A pesquisa possui abordagem quantitativa e qualitativa, com aplicação de questionários estruturados, visitas técnicas e observações diretas, complementadas por análise ergonômica utilizando o método OWAS. A amostra foi composta por 98 analistas administrativos, atuantes em empresas de diferentes portes e segmentos econômicos. Os dados revelaram que 73% dos participantes relataram dor lombar, sendo 79% destes casos em mulheres, especialmente na faixa etária de 20 a 29 anos. Além disso, 43% apresentaram diagnósticos clínicos de lesões na região lombar, incluindo escoliose, lordose, artrose e hérnia de disco. A análise postural por OWAS classificou a maioria das posturas em nível 2 de risco, indicando necessidade de intervenções corretivas em médio prazo. A ausência de apoio para os pés e a desatualização do mobiliário em relação à NBR 13962:2018 reforçam a desconformidade com as exigências normativas, especialmente a NR-17. A partir desses achados, foram propostas medidas preventivas, como a substituição e adequação do mobiliário conforme os parâmetros ergonômicos, implementação de pausas ativas, ginástica laboral e utilização de aplicativos que incentivam movimentação periódica. Estratégias complementares, como sessões de quiropraxia, pilates e massagem terapêutica, também foram destacadas por seu papel na prevenção e tratamento de disfunções musculoesqueléticas. O estudo conclui que a integração de ações ergonômicas, educativas e terapêuticas é essencial para a promoção da saúde ocupacional no ambiente administrativo.
URI: https://ric.cps.sp.gov.br/handle/123456789/40412
Aparece nas coleções:Trabalhos de Conclusão de Curso



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